segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fla não perde um jogo final para o Vasco desde a Taça Rio de 1999

Rubro-negros festejaram seis vezes nos últimos 12 anos em decisões disputadas contra o rival

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro - Postado por Abraao Na Rede

A supremacia do Flamengo sobre o Vasco em finais nos últimos 12 anos tem sido avassaladora. Nada menos que seis finais foram vencidas pelos rubro-negros, desde que o time de São Januário saiu vitorioso pela última vez, na Taça Rio de 1999. Os vascaínos venceram por 2 a 0, com dois gols de Edmundo, mas logo em seguida, na disputa do título estadual do mesmo ano, a equipe da Gávea iniciou sua série de vitórias sobre o rival, com um gol de falta de Rodrigo Mendes (1 a 0).

Em 2000 e 2003, os cruz-maltinos festejaram a conquista da Taça Guanabara após uma goleada de 5 a 1 e um empate em 1 a 1 com o Flamengo, respectivamente, e em 2001, com um empate por 0 a 0 na última rodada ficou com a Taça Rio, mas em todos esses casos não se tratava de uma final de turno.

Se o critério adotado for decisão de Campeonato Carioca, os vascaínos amargam um jejum ainda maior. Desde que adoçaram a boca com um golaço de Cocada, no já longínquo ano de 1988, o Vasco não derrota o Flamengo numa disputa de título estadual. De lá para cá, os rubro-negros comemoraram no tricampeonato de 1999, 2000 e 2001, mais 2004 e agora em 2011, embora o Vasco só tenha sido vice da Taça Rio, pois o segundo colocado do Carioca foi o Fluminense, pelo maior número de pontos somados ao longo da competição. Para piorar a estatistica vascaína, os rubro-negros ainda venceram a final da Copa do Brasil de 2006.

Jejum de sete anos

Há sete anos que o time de São Januário não conquista um turno no Rio de Janeiro. A última
vez foi em 2004, quando derrotou o Fluminense por 2 a 1 na final da Taça Rio, gols de Valdir Bigode e Beto, descontando Romário para o Tricolor. Além desse jogo, o Vasco só havia voltado a decidir um turno no ano passado, quando foi derrotado pelo Botafogo, por 2 a 0, na final da Taça Guanabara.

Além de tudo, o Flamengo não perde um clássico com o Vasco há dois anos, ou cinco jogos. A última derrota rubro-negra para o rival aconteceu dia 22 de março de 2009, pela Taça Rio (2 a 0, gols de Elton e Jeferson). De lá para cá, foram três vitórias do Fla e dois empates, incluindo o deste domingo, quando se igualou ao rival como o maior vencedor de Taças Rio: oito.

Finais vencidas pelo Fla sobre o Vasco nos últimos 12 anos:

Competição Ano Resultados
Campeonato Carioca 1999 1 a 1 e 1 a 0
Campeonato Carioca 2000 3 a 0 e 2 a 1
Campeonato Carioca 2001 1 a 2 e 3 a 1
Campeonato Carioca 2004 2 a 1 e 3 a 1
Copa do Brasil 2006 2 a 0 e 1 a 0
Taça Rio 2011 0 a 0 (3 a 1 nos pênaltis)

EUA anunciam a morte do terrorista Osama bin Laden no Paquistão

Líder da al-Qaeda foi morto em operação dos EUA próximo a Islamabad.
'Foi feita justiça', disse Obama ao anunciar a morte, comemorada no país.

Do G1, com agências internacionais - Postado por Abraao Na Rede

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou em pronunciamento na TV na madrugada desta segunda-feira (2) a morte de Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que mataram cerca de 3.000 pessoas.

De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército norte-americano em parceria com o governo do Paquistão, que localizou o terrorista -que tinha entre 53 e 54 anos- durante a semana passada.

A operação, sigilosa, foi executada no domingo por um comando especializado da Marinha dos EUA. Um pequeno grupo de soldados conseguiu matar Bin Laden em uma fortaleza na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital do Paquistão.

Soldados paquistaneses no local em que Osama bin Laden foi morto neste domingo (1º) em Abbotabad, no Paquistão. (Foto: AP)
Soldados paquistaneses na fortaleza em que Osama bin Laden foi morto neste domingo (1º) em Abbotabad, no Paquistão, segundo o governo dos EUA. O local estava isolado por um tapume vermelho (Foto: AP)

A operação foi feita exclusivamente pelas forças americanas, segundo a chancelaria paquistanesa.

Houve troca de tiros durante a ação, mas, segundo Obama, nenhum militar americano ficou ferido na operação e cuidados foram tomados para que nenhum civil fosse ferido.

Quatro helicópteros teriam sido usados na operação. A mansão fortificada ficou em chamas após o atentado.

'Justiça'
"Foi feita justiça", disse Obama. "Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da al -Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças."

Segundo o presidente -que já lançou sua campanha à reeleição em 2012-, o corpo do terrorista está em poder das autoridades dos EUA.

Fontes do governo disseram à agência Reuters que o cadáver seria tratado de acordo com as tradições islâmicas.

A imprensa americana afirmou que o corpo já teria sido sepultado, no mar, conforme o costume. Nenhum país teria aceitado receber o corpo do terrorista, segundo as fontes citadas.

Funcionários do governo e um congressista disseram que Bin Laden morreu com um tiro na cabeça, mas também não havia informação oficial sobre isso.

Uma autoridade disse à agência Reuters, sob anonimato, que testes de DNA e técnicas de reconhecimento facial seriam usados para ratificar a identificação do corpo.

Osama Bin Laden (Foto: AP)
Osama Bin Laden (Foto: AP)

A mesma autoridade disse que a ação foi acompanhada em tempo real por Leon Panetta, diretor da CIA, e por outras autoridades da inteligência americana, na sede da CIA, na cidade de Langley, no estado americano da Virgínia. A confirmação da morte foi recebida com aplausos prolongados, segundo a fonte.

TVs locais paquistanesas mostraram o que seriam imagens do cadáver desfigurado de Bin Laden, mas não havia confirmação oficial da veracidade.

Mais quatro mortes
Funcionários do governo americano também afirmaram que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque, que teve a duração de 40 minutos.

Um dos homens seria um dos filhos do terrorista. Outros dois trabalhavam como mensageiros para Osama. Já a mulher teria sido morta ao ser usada como escudo humano por uma das vítimas. Ainda não havia confirmação oficial destas informações.

A operação estava sendo planejada desde agosto do ano passado, após os americanos terem conseguido uma pista segura sobre o paradeiro de Bin Laden. Obama disse ter autorizado a execução na sexta-feira.

Comemoração
Enquanto Obama fazia seu pronunciamento, dezenas de norte-americanos já cercaram a Casa Branca comemorando a morte do terrorista. Também houve comemoração no Marco Zero, local dos atentados em Nova York, e em outros pontos do país.

Em frente à Casa Branca, em Washington, multidão comemora o anúncio da morte de Osama bin Laden.  (Foto: AP)
Em frente à Casa Branca, em Washington, multidão comemora o anúncio da morte de Osama bin Laden. (Foto: AP)

Antes do pronunciamento, a morte de Bin Laden já havia sido divulgada pela rede de TV CNN e confirmada por três fontes norte-americanas e também anunciada pela agência de notícias Reuters.

Procurado havia pelo menos dez anos pelos EUA, Bin Laden era considerado o mentor dos atentados de 11 de Setembro de 2001, que derrubaram as Torres Gêmeas em Nova York, atingiram o Pentágono e deixaram cerca de 3.000 mortos.

Os ataques levaram à invasão do Iraque e do Afeganistão por tropas lideradas pelos EUA, no que ficou conhecido como "guerra ao terror".

O secretário-geral da Otan, Anders Rogh Rasmussen, disse nesta segunda que a atuação da Aliança Militar no Afeganistão prosseguirá, mesmo após a morte de Bin Laden.

O terrorista também era conhecido por ataques a alvos norte-americanos na África e no Oriente Médio na década de 1990.

Bush: 'vitória para os EUA'
O ex-presidente americano George W. Bush, que comandava o país na época dos atentados, disse que a morte de Bin Laden foi "uma vitória para os Estados Unidos". Ele disse ter recebido a notícia da morte por intermédio do próprio Obama, em um telefonema de quatro minutos..

mapa localiza bin laden versão 3 (Foto: Arte G1)

Alerta
Após o anúncio da morte, o Departamento de Estado dos EUA alertou para um maior risco de "violência antiamericana' em todo o mundo.

A Interpol também pediu a seus países-membros que aumentem as medidas de segurança por conta de risco de atentados por terrorista ligados à al-Qaeda ou inspirados pela morte de Bin Laden.

Reação
O Talibã, movimento fundamentalista islâmico aliado à al-Qaeda, desmentiu a informação sobre a morte de Bin Laden, mas não justificou a afirmação.

Posteriormente, um porta-voz do braço paquistanês do grupo confirmou a notícia da norte e disse que o grupo iria revidar em alvos paquistanteses e americanos.

Um integrante do braço iemenita da rede terrorista da al-Qaeda no Iêmen também confirmou a notícia à France Presse.

Mais procurado do mundo
Após os atentados nos EUA, Bin Laden se tornou o homem mais procurado do mundo, com uma recompensa de US$ 25 milhões por sua cabeça.

Desde então, ele passou a ser buscado por dezenas de milhares de soldados dos Estados Unidos e do Paquistão.

Nesse período, Bin Laden reaparecia episodicamente em gravações de áudio e vídeo ao longo dos anos, alto, magro, sempre usando barba. Boatos sobre seu paradeiro, estado de saúde e possível morte sempre surgiam.

História
Bin Laden nasceu na Arábia Saudita em 1957, em uma família de mais de 50 irmãos. Ele era filho do magnata da construção Mohamed bin Laden.

Seu primeiro casamento foi com uma prima síria, aos 17 anos. Acredita-se que ele tenha tido 23 filhos com ao menos cinco esposas.

Um dos aviões se dirige para as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 (Foto: AP)
Um dos aviões se dirige para as Torres Gêmeas

em 11 de setembro de 2001 (Foto: AP)

Bin Laden utilizou sua fortuna para financiar a Jihad (guerra santa) contra os soviéticos e depois contra os americanos. Em 1973, entrou em contato com grupos radicais islâmicos.

Após a invasão soviética do Afeganistão em 1979, viajou para este país para combater os invasores com o apoio da CIA, a Agência Central de Inteligência americana. Sua organização, a al-Qaeda ("A Base"), foi fundada em 1988, um ano antes da retirada soviética do Afeganistão.

Em 1989, ele voltou à Arábia Saudita. Após o estouro da guerra do Golfo em 1991, ele criticou a família real por ter autorizado o desembarque de soldados americanos em território saudita, posição que lhe rendeu o status de persona non grata no seu próprio país.

Instalou-se então no Sudão, onde os serviços americanos de inteligência o acusaram de financiar campos de treinamento de terroristas. Em 1994, foi definitivamente privado da nacionalidade saudita.

Em 1996, o Sudão, submetido à pressões americanas e da ONU, pediu a Bin Laden que fosse embora do país. Ele foi então para o Afeganistão, onde organizou uma dezena de campos de treinamento e passou a lançar apelos contra os Estados Unidos.

A ação mais espetacular que lhe foi atribuída antes do dia 11 de setembro foi um ataque contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, no dia 7 de agosto de 1998, que causou 224 mortos e milhares de feridos.

Em 1999, ele foi incluído na lista da Birô Federal de Investigações americano (FBI) entre as dez pessoas mais procuradas do mundo.

Bin Laden também foi acusado de ter ordenado o ataque contra o navio americano "USS Cole" no Iêmen, que fez 17 mortos em outubro de 2000. O Iêmen é considerado hoje um dos principais redutos de terroristas ligados à al-Qaeda.

Eu, Eu, Eu! o Trem Bala se…

Por Arthur Muhlenberg - Postado por Abraao Na Rede

De Quem Foi a Ideia Imbecil de Bater de Frente com O Bonde do Mengão?

Parabéns pra todos em campo, na arquibancada e no sofázao. Claro que tô amarradão com mais um carioqueta pra enfeitar nossa absurdamente extensa sala de troféus à coté du lac. E muito feliz de ver que o nosso vice voltou.

Mas foi fácil demais. Sem exagero nenhum, perdeu a graça saparada de Carioca. Viva o Rio de Janeiro, mas no ano que vem queremos o Mengão disputando o paulista. Lá, pelo menos, neguim acerta o gol na hora de bater pênalti.

Agora me deixa, quero comemorar. Se eu fosse você faria o mesmo, o post deitando o cabelo nos mortos de fome da camisa feiona só sai amanhã. Pra que pressa? Temos o resto do ano pra sacanear os buchas.

Valeu, Mengão!

Mengão Sempre

Supremacia do Flamengo é incontestável

Por Ilan - Postado por Abraao Na Rede

Vinte e cinco jogos invicto.

Dizer isso é praticamente dispensar maiores explicações sobre o merecido título rubro-negro.

Mesmo que, para boa parte da torcida, as atuações ainda não sejam dos sonhos.

Mas o Flamengo não deixou dúvida alguma sobre a supremacia regional no começo de temporada. Se adversários tiveram momentos aparentemente até mais inspirados, nenhum chegou perto da regularidade do time de Vanderlei Luxemburgo, que oscilou pouquíssimo.

Luxa, por sinal, tem boa parte dos méritos da conquista. Com o velho estilo centralizador, foi decisivo na reestruturação do futebol do clube, implantou filosofia de trabalho que baniu insidciplinas e planejou 2011 com eficiência.

Escolheu seus homens de confiança e fez uma boa mescla de astros e jovens. Correu riscos ao vetar Adriano, mas a conquista com sobras mostrou que sabia o que estava fazendo.

Com Ronaldinho apenas razoável mas já importante, e com Felipe e Thiago Neves fazendo a diferença, o Flamengo encorpou e abriu corpos de vantagem sobre os rivais.

Que aliás, têm que se preocupar e muito com a freguesia recente para o rubro-negro.

Mais do que resultados, é questão matemática:

Dos últimos 13 Campeonatos Cariocas, nada menos que OITO são do Flamengo, deixando míseros CINCO conquistados por Botafogo (dois), Fluminense (dois) e Vasco (um).

Dos últimos CINCO Cariocas, QUATRO foram parar na Gávea…

E com o quinto título invicto de sua gloriosa história, o Fla chega a 32 no total e já abre dois de vantagem sobre o Fluminense.

Ou seja: a larga e incontestável supremacia da “Nação” nas arquibancadas tem sido diretamente proporcional à surra de resultados no campo.

Tá ficando sem graça? Os outros que corram atrás…

No trilho do bonde sem freio, a próxima estação é a Copa do Brasil.

Atrás da locomotiva rubro-negra, só não vai quem já morreu.

Título invicto é o quinto da história do Flamengo em estaduais

Além deste ano, time não foi derrotado em 1915, 1920, 1979 e 1996

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro - Postado por Abraao Na Rede

comemoração flamengo campeão taça rio  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Comemoração dos jogadores do Fla após vitória sobre o Vasco (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

O título conquistado neste domingo em cima do Vasco é o quinto estadual invicto da história do Flamengo. A equipe também ergueu o troféu sem derrotas em 1915, 1920, 1979 e 1996. Dos cinco times campeões sem perder, o de 1996 teve o melhor retrospecto. Venceu nada mais nada menos do que 18 vezes, com apenas quatro empates (aproveitamento de 87%).

A equipe comandada por Joel Santana tinha Sávio e Romário inspirados no ataque. O Baixinho foi o artilheiro com 26 gols, quase o dobro do segundo colocado, o alvinegro Bentinho, com 15. O tricolor Renato Gaúcho fez 14. Sávio, 8.

- Eu tinha vencido o estadual contra o Flamengo no ano anterior. Quando o Kleber Leite (presidente do clube na época) me chamou, falei: “vou devolver com juros e correções” – lembra Joel Santana, que recorda detalhes da conquista.

- Houve muitos jogos disputados na Gávea com aquela arquibancada pertinho, a torcida pressionando. Não era fácil para quem ia lá. E o time era muito bom na frente, com Romário, Sávio, Marques...No banco ainda tinha Amoroso e um rapidinho, o Gláucio. Atrás não tinha muitas opções. Coloquei o Mancuso e o Márcio Costa segurando, com o Nélio ajudando muito na marcação. Deu certo – lembra Joel.

A grande fase de Romário em 96 foi bem parecida com a de Zico em 79. No Carioca do primeiro semestre, o “Campeonato Estadual Especial”, o Galinho marcou os mesmos 26 gols do Baixinho em 96. Mas o aproveitamento, se levado em conta os três pontos por vitória do modelo atual, foi de 81%, com 13 vitórias e quatro empates. A geração, no entanto, fez muito mais história que a dos comandados de Joel. O estadual invicto representa apenas uma parte dos 54 jogos que o time passou sem perder, recorde nacional até hoje.

- Naquele título do estadual especial, ainda havia um certo ceticismo em relação ao nosso time. O Zico já tinha ido para a Seleção, estava no auge. Mas com os outros ainda tinha aquela coisa, era todo mundo mais novo. Naquele ano acabou tudo, todos passaram a ser respeitados – comenta Júnior, um dos destaques daquela época.

No campeonato de 1920, também adaptando a pontuação aos moldes de hoje, o aproveitamento do Flamengo foi de 81%. Em 1915, 72%.

Invicto nos pênaltis, Felipe diz: 'Não sei se foi medo ou respeito'

Goleiro comenta pênaltis perdidos pelo Vasco e desabafa ao falar sobre sua chegada ao Flamengo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro - Postado por Abraao Na Rede

Pela terceira vez no Campeonato Carioca, o Flamengo decidiria seu destino nos pênaltis. E Felipe saiu novamente invicto em sua competição particular. Desta vez, entretanto, o Vasco desperdiçou três cobranças seguidas (com Bernardo, Fellipe Bastos e Élton), facilitando o trabalho do camisa 1. Após se destacar nas semifinais da Taça Guanabara e da Taça Rio (contra Botafogo e Fluminense, respectivamente), o arqueiro admitiu que seu histórico positivo pode ter feito a diferença.

- Não sei se foi medo ou respeito. Eles quiseram tirar de mim para fazer o gol. Tem dia que a gente não precisa fazer esforço, porque o próprio adversário erra - disse.

Felipe também aproveitou para desabafar, lembrando sua chegada ao Flamengo, depois de uma passagem conturbada pelo Braga (Portugal).

- Era tratado como marginal e mau caráter, o que me deixou chateado. A resposta seria dentro de campo. Quero agradecer principalmente ao Luxemburgo. Se não fosse ele, eu não estaria aqui.

Nos pênaltis, de novo, Fla vence a Taça Rio e conquista o Carioca

Rubro-Negro leva, de forma invicta, o seu 32º Campeonato Carioca e aumenta hegemonia no estado. Vascaínos desperdiçam três cobranças

Por GLOBOESPORTE.COM - Postado por Abraao Na Rede

Nos pênaltis e invicto. Assim o Flamengo confirmou a sua hegemonia no Rio de Janeiro e conquistou, neste domingo, o título do Campeonato Carioca ao derrotar o Vasco na decisão da Taça Rio, nos pênaltis, por 3 a 1, após empate por 0 a 0 no tempo normal. O Bonde sem Freio - que já ganhara a Taça Guanabara - parou o Trem-Bala da Colina no Engenhão e, sem necessidade de uma final de campeonato, aumentou a vantagem rubro-negra no estado, com seu 32º título. O Tricolor, que foi o vice-campeão na soma dos pontos dos dois turnos, tem 30 conquistas.

Esta foi a sétima vitória consecutiva do Flamengo em decisões por pênaltis: o último fracasso foi diante do Santos, na Copa Sul-Americana de 2004. A superioridade nas cobranças foi determinante para que o time da Gávea conquistasse o Carioca de forma invicta (com 11 vitórias e sete empates). Foi assim que ele eliminou Botafogo, Fluminense e Vasco nas semifinais e finais da Taça Guanabara e da Taça Rio. A final do primeiro turno foi exceção, com triunfo por 1 a 0 diante do Boavista. Neste domingo, Renato, Fernando e Thiago Neves converteram seus pênaltis, com Fierro desperdiçando.

O goleiro Felipe, decisivo em outras ocasiões, nem precisou praticar uma defesa. As três cobranças erradas - de Bernardo, Fellipe Bastos e Elton - foram em chutes para fora. Alecsandro, que abriu a disputa, marcou.

O Vasco amarga mais um vice-campeonato para o adversário e vê o fim da esperança, por ora, de acabar com o jejum de oito anos sem títulos de Primeira Divisão - o último foi o Carioca de 2003. A tentativa agora é a Copa do Brasil, competição pela qual o time entra em campo na quarta-feira. Enfrenta o Atlético-PR às 21h50m, na Arena da Baixada, pelo jogo de ida das quartas de final.

Pela mesma competição, a torcida do Flamengo encontrará o time campeão carioca na quinta-feira, de novo no Engenhão. O adversário será o Ceará, às 21h50m.

comemoração flamengo campeão taça rio  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Bonde do Mengão sem freio comemora o título antecipado e de forma invicta com muita alegria após a vitória nos pênaltis sobre o Vasco, por 3 a 1 (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Jogo morno e destaque para os goleiros

Sob os olhares do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, que mais uma vez esteve no Engenhão, os times fizeram uma partida truncada e com algumas jogadas violentas nos primeiros minutos. O árbitro marcava poucas faltas e deixava o jogo correr. Mesmo com Allan improvisado na lateral direita, o Vasco começou assustando justamente pelo setor. Com menos de dez minutos, foram pelo menos três chances por ali, com o próprio Allan, Fellipe Bastos e Eder Luis. Em duas delas, a defesa do Flamengo afastou mal a bola. Apesar de as duas torcidas terem comparecido em bom número (33.946 pagantes e 39.029 presentes), era a vascaína que cantava mais alto e empurrava o Trem-Bala.

Contando com o retorno de Ronaldinho Gaúcho, recuperado de dores no joelho esquerdo que o tiraram das últimas duas partidas, o Rubro-Negro tinha mais posse de bola, mas errava muitos passes. Ainda assim, as duas primeiras grandes chances do jogo foram suas. Aos 22 minutos, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta, e Thiago Neves, livre, cabeceou pra fora. Quatro minutos depois, foi a vez de Bottinelli receber de Deivid e, na cara do gol, chutar para grande defesa de Fernando Prass.

Aos poucos, o Bonde começava a acelerar. Contestado por suas atuações na temporada, Deivid se movimentava muito no ataque e dava trabalho aos zagueiros vascaínos. Já o argentino Bottinelli destoava no meio-campo e não conseguia dar sequência às jogadas. Depois do bom início, o Vasco tentava se reorganizar em campo. Em chute de longe, o meia Felipe assustou o xará camisa 1 do Flamengo e quase abriu o placar.

O goleiro rubro-negro teve outro momento de tensão aos 34 minutos. Ao cortar um cruzamento da direita, Felipe levou uma cabeçada involuntária de Alecsandro em seu cotovelo direito. O jogador foi atendido pelos médicos do clube e causou apreensão na torcida com suas expressões de dor no ombro, mas foi para o sacrifício a tempo de salvar uma cabeçada de Diego Souza, na última chance clara da primeira etapa.

Placar zerado e pênaltis. De novo

Mesmo ainda sentindo dores, Felipe voltou para o segundo tempo. E viu Ronaldinho Gaúcho quase colocar o Flamengo em vantagem. Bottinelli sofreu falta na entrada da área, e o camisa 10 da Gávea cobrou para mais uma boa defesa de Prass. Tranquilo e precisando apenas de uma vitória para conquistar o título carioca, Luxemburgo observava tudo sentado no banco de reservas. Já Ricardo Gomes orientava efusivamente sua equipe à beira do campo. Um retrato da situação diferente dos dois times na competição.

O ímpeto inicial das equipes, no entanto, não foi o mesmo da primeira etapa, e o jogo caiu muito de produção. Gomes havia acabado de orientar Ramon a explorar mais o lado direito do Flamengo em cima de Galhardo, quando Luxemburgo tirou Bottinelli, que não gostou nada da substituição, e pôs Fierro em campo justamente para reforçar o setor. O técnico vascaíno respondeu com a entrada de Bernardo na vaga do apagado Diego Souza.

E foi o próprio Bernardo que tentou reanimar a partida. Em seu primeiro lance, chutou de fora da área e obrigou Felipe a se esticar todo para espalmar a bola para escanteio. Com o fim do jogo se aproximando, as duas equipes se esqueceram da parte tática e se lançaram ao ataque em busca de um gol salvador na base da raça. Aos 45 minutos, o grito quase explodiu na garganta dos rubro-negros. Após escanteio, a bola sobrou para Thiago Neves, que emendou de primeira de fora da área. A bola saiu raspando a trave direita de Fernando Prass.

Antes de encerrar a partida, o árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos ainda teve tempo de expulsar Allan e Willians, que se desentenderam após uma falta. A decisão, mais uma vez, seria nos pênaltis. E, mais uma vez, o Flamengo levou a melhor. Coube a Thiago Neves, que havia desperdiçado uma cobrança na semifinal, garantir a taça, deslocando o goleiro Fernando Prass.

Arsenal vence Manchester e coloca fogo no Inglês. Chelsea agradece

Apesar da derrota por 1a 0, United segue líder, mas diferença para os Blues cai para três pontos. Equipes se enfrentam no próximo fim de semana

Por GLOBOESPORTE.COM Londres - Postado por Abraao Na Rede

Aaron Ramsey comemora gol do Arsenal contra o Manchester (Foto: Getty Images)
Aaron Ramsey comemora gol do Arsenal

contra o Manchester (Foto: Getty Images)

O Campeonato Inglês vai pegar fogo na reta final. Neste domingo, a três rodadas do fim, o Arsenal venceu o líder Manchester United por 1 a 0 e recolocou o seu rival Chelsea na briga pelo título da temporada. Ramsey fez o único gol da partida aos 12 minutos do segundo tempo.

Com o resultado, os Diabos Vermelhos permanecem com 73 pontos, contra 70 dos Blues, que venceram o Tottenham, no sábado.

E para esquentar ainda mais a disputa pelo caneco inglês, as duas equipes se enfrentarão no próximo fim de semana.

Apesar do triunfo deste domingo, o Arsenal chegou aos 67 pontos, permanecendo em terceiro lugar e ainda afastado da briga do título.

Primeiro tempo morno

A etapa inicial foi com poucos lances. Os Gunners pressionaram, mas abusaram de bolas levantadas na área e não encontraram espaços para furar a defesa do Manchester.

No lance mais polêmico da partida, os jogadores do time da casa reclamaram muito de um pênalti em uma bola levantada na área por Walcott, e cortada por Vidic, aos 31 minutos. O Arsenal reclamou que o sérvio usou a mão para afastar a bola para escanteio.

O lance mais perigoso nos primeiros 45 minutos saiu nos pés de Walcott, que bateu sobre o gol de Van der Sar, após receber cruzamento de Clichy.

Rooney na partida do Manchester United contra o Arsenal (Foto: Getty Images)
Rooney tenta pegar a bola no clássico entre Manchester United e Arsenal (Foto: Getty Images)

Equilíbrio continua na etapa final, mas Ramsey garante vitória dos Gunners

O segundo tempo começou com o Manchester quase abrindo o placar com Rooney. O camisa 10 dos Diabos Vermelhos cobrou a falta na gaveta, mas Szczesny salvou os Gunners com uma bela defesa.

Se o Manchester não conseguiu balançar a rede, o Arsenal teve mais competência. Van Persie fez excelente jogada pelo lado direito e tocou rasteiro para Ramsey, que chutou no canto direito de Van der Sar, abrindo o placar para os Gunners, aos 12 minutos.

Depois do gol sofrido, o Manchester pressionou o Arsenal em busca do empate, mas o goleiro Szczesny garantiu a vitória dos Gunners por 1 a 0, em duas grandes defesa, em chutes de Rooney e Nani.

City vence e mantém vantagem no quarto lugar

A vitória do Liverpool sobre o Newcastle não assustou o Manchester City. Os Citizens, jogando em casa, venceram o West Ham, por 2 a 1, e mantiveram-se firmes no quarto lugar da tabela. Com o resultado, a equipe vai a 62 pontos e abre sete de vantagem para os Reds, a três rodadas do final da competição, praticamente garantindo vaga na próxima edição da Liga dos Campeões da Europa.

Confira os jogos da 35ª rodada do Campeonato Inglês

Sábado
Blackburn 1 x 0 Bolton
Blackpool 0 x 0 Stoke City
Sunderland 0 x 3 Fulham
West Brom 2 x 1 Aston Villa
Wigan 1 x 1 Everton
Chelsea 2 x 1 Tottenham

Domingo
Liverpool 3 x 0 Newcastle
Birmingham 1 x 1 Wolverhampton
Arsenal 1 x 0 Manchester United
Manchester City 2 x 1 West Ham

Com um gol de Flamini, Milan vence e fica a uma vitória do título italiano

Equipe rossonera conta com Thiago Silva e Robinho no triunfo sobre o Bologna, no Giuseppe Meazza. Scudetto pode sair já na próxima rodada

Por GLOBOESPORTE.COM Milão, Itália - Postado por Abraao Na Rede

O Milan deu um passo importante para conquistar o Campeonato Italiano. Na manhã deste domingo, o time rossonero venceu o Bologna por 1 a 0, no Giuseppe Meazza. O gol foi marcado pelo francês Flamini ainda no primeiro tempo. O resultado deixou a equipe dos brasileiros Thiago Silva, Robinho e Alexandre Pato a uma vitória do scudetto.

Flamini comemora gol do Milan contra o Bologna (Foto: Getty Images)
Flamini comemora com Robinho o gol do triunfo do Milan sobre o Bologna (Foto: Getty Images)

Com o triunfo em casa, o Milan chegou aos 77 pontos, oito à frente do Inter. Faltando três rodadas para o fim do Calcio, os rossoneros estão bem próximos de encerrar o jejum e levar a taça, o que não ocorre desde a temporada 2003-2004. De lá para cá, apenas o rival de Milão conquistou os canecos da competição nacional.

Confira a classificação e os resultados do Campeonato Italiano

Na próxima rodada, o Milan vai viajar à capital italiana para encarar o Roma, no Estádio Olímpico. Já o Inter de Milão vai receber a Fiorentina, no Giuseppe Meazza.

Flamini resolve a partida logo na etapa inicial

O gol do Milan saiu aos oito minutos. Flamini deu um lindo corte no zagueiro, invadiu a área e tocou na saída do goleiro Viviano. O tento foi suficiente para os rossoneros cozinharem a partida e garantirem mais três pontos na tabela.

Robinho e Thiago Silva disputaram os 90 minutos. Enquanto o zagueiro mostrou a tranquilidade de sempre, o atacante foi importante no setor ofensivo. Porém, o "Rei das Pedaladas" saiu do Giuseppe Meazza sem balançar a rede.

No segundo tempo, aos 37, Della Rocca cometeu falta dura em Nesta e foi expulso pelo árbitro. Com um jogador a mais, o Milan apenas administrou o placar. No fim, festa pelos três pontos, mas paciência para esperar mais uma rodada para, quem sabe, comemorar o título italiano.

Confira a lista de jogos da 35ª rodada do Campeonato Italiano:

Sábado
Cesena 1 x 2 Inter
Napoli 1 x 0 Genoa

Domingo
Catania 2 x 0 Cagliari
Chievo 1 x 0 Lecce
Fiorentina 5 x 2 Udinese
Milan 1 x 0 Bologna
Parma 3 x 1 Palermo
Sampdoria 3 x 3 Brescia
Bari 2 x 3 Roma

Segunda-feira
Lazio x Juventus

Inter vence nos pênaltis, ganha returno e força dois superclássicos

Colorado empata por 1 a 1 com o Grêmio no tempo normal, mas vence nas cobranças, por 4 a 2, e ganha o returno

Por Alexandre Alliatti e Eduardo Cecconi - Postado por Abraao Na Rede

O Inter teve o poder da multiplicação ao superar o Grêmio nos pênaltis na tarde deste domingo, no Beira-Rio, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Foi múltiplo em campo, com um time mais bem distribuído, mais criativo, mais agrupado. Pluralizou seu bom momento e a instabilidade do rival, consequências naturais de um clássico sem igual - não tente convencer um gaúcho do contrário. E, acima de tudo, transformou um Gre-Nal em três. A conquista do título do returno pelos colorados assegurou a realização de dois superclássicos para a definição de quem manda no Rio Grande do Sul.

O gol do Inter foi marcado por Leandro Damião, no primeiro tempo, em lance polêmico. Júnior Viçosa empatou no segundo tempo. Mas o Inter levou a melhor nos pênaltis, por 4 a 2, com gols de D'Alessandro, Damião, Kleber e Rodrigo. O Grêmio fez com Rochemback e Adílson, mas errou com Borges, que chutou por cima, e Fernando, que parou na defesa de Renan.

A partida reuniu pela primeira vez os maiores ídolos da história dos dois clubes, ambos agora treinadores. Paulo Roberto Falcão e Renato Gaúcho travaram um duelo de estratégia. Os dois modificaram a forma habitual de suas equipes jogarem. O comandante colorado levou a melhor. O Inter foi superior em campo. Só perdeu o controle do jogo com a expulsão de Guiñazu na etapa final.

Os Gre-Nais decisivos serão nos dois próximos domingos, primeiro no Beira-Rio, depois no Olímpico. Antes, é preciso pensar na Libertadores. Na quarta-feira, os colorados recebem o Peñarol, e os tricolores visitam o Universidad Católica.

Euforia vermelha se confunde com ira azul: 1 a 0 pro Inter no primeiro tempo

Aos 23 minutos do primeiro tempo, em um Beira-Rio quase tomado de vermelho e azul, enquanto Leandro Damião fazia festa, todos os jogadores do Grêmio tentavam dar um jeito de pegar o árbitro pelas orelhas e arremessá-lo no fosso do estádio. Um segundo antes, o centroavante do Inter havia vencido Rodolfo no corpo, havia visto o defensor se espatifar no gramado, havia recuperado a bola, havia concluído com um toque precioso por cima de Marcelo Grohe. Antes mesmo de a bola cruzar a última linha tricolor e ir beijar a rede, os atletas do time visitante urravam um pedido de falta do camisa 9 rival. Márcio Chagas da Silva nada marcou. A euforia vermelha se confundiu com a ira azul. Era o gol do Inter.

Era um gol que, separada a polêmica do lance, o Inter mereceu. Os colorados foram bastante superiores aos rivais no primeiro tempo. Paulo Roberto Falcão montou sua equipe em um esquema diferente do habitual, com três criadores - Andrezinho pela esquerda, Oscar pela direita e D’Alessandro livre para circular pelo meio. No Grêmio, Renato Gaúcho foi precavido. Criou um 3-6-1, com Vilson na zaga e três volantes acompanhando Douglas no meio.

Leandro Damião comemora gol do Internacional contra o Grêmio (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
Leandro Damião comemora gol do Inter contra o Grêmio (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)

Os primeiros instantes foram de supremacia do Inter. Com dez minutos, o time colorado chegou três vezes na frente com relativo perigo. Damião chutou fraco. Rodrigo cobrou falta para fora. Andrezinho cabeceou por cima.

O Grêmio, quando respondeu, o fez bem. Gilson apareceu pela esquerda e mandou uma pancada em diagonal. Renan espalmou.

Mas o lance não abalou o time da casa. O Inter seguiu superior. Criou chances repetidas vezes, embora elas não tenham sido das mais ameaçadoras. Andrezinho infernizou pelo lado esquerdo. A zaga do Grêmio deve ter pensado em levantar uma daquela plaquinhas com o rosto do jogador, um valor de recompensa embaixo e um recado na parte de cima: procurado. Aos 21 minutos, ele chutou por cima. Aos 34, bateu falta, e Grohe pegou. Aos 46, bateu colocado, novamente com perigo. E foi dele o passe para o gol de Damião.

Renato Gaúcho mexeu em sua equipe ainda no primeiro tempo. Tirou Willian Magrão e colocou o atacante Leandro. Assim, transformou o 3-6-1 em 3-5-2. A mudança não teve força para dar controle ao Grêmio, mas ao menos rendeu uma chance. O guri de 17 anos recebeu lançamento de Rodolfo, entrou na área pela direita e quase empatou. O chute foi parar na rede, mas por fora.

Grêmio equilibra jogo e busca o empate

O início do segundo tempo manteve a supremacia vermelha. Renato Gaúcho se viu obrigado a fazer mais uma mudança, já que Gabriel se lesionou. O volante Fernando foi a campo, e Vilson passou para a lateral direita. Enquanto se reorganizava, o Tricolor viu seu rival criar novas chances de gol. Tinga errou conclusão dentro da área. D’Alessandro mandou pancada de fora, e Grohe espalmou.

Aos poucos, o Grêmio conseguiu dominar o calor do Inter na partida. E equilibrou de vez as ações ao ver Guiñazu ser expulso. O argentino deu um de seus tradicionais carrinhos e levou o cartão amarelo. Já tinha um. Foi para a rua.

Falcão teve que reconstruir seu sistema de marcação. Primeiro, entrou Wilson Matias no lugar de Oscar; depois, Juan na vaga de Andrezinho. O Inter se encolheu. Virou a hora de o Grêmio forçar a barra em busca do gol.

Foi fundamental a entrada de Júnior Viçosa. A ousadia de Renato foi determinante. O treinador tirou Vilson e colocou o atacante. Aos 41 minutos, após confusão dentro da área, o atleta saído do banco completou para o gol. Era o empate. Era o renascimento do Grêmio. Era a chance de o Tricolor ser campeão gaúcho já neste domingo.

O jogo explodiu em tensão. Leandro Damião fez fila na zaga gremista e só parou em Marcelo Grohe. Na resposta, Viçosa ficou livre para virar, mas a zaga abafou. Jogaço!

Mas passou o tempo, acabou o jogo. Restavam os pênaltis, o drama em seu nível máximo, a situação mais inadjetivável para um gaúcho - e tente dizer a algum deles que existe algo superior a um Gre-Nal.