quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

60 Tons de Zico: de Ben Jor a D2, Galinho inspira citações em canções

Por GloboEsporte.com - Postado por Abraao Na Rede

É só clicar para poder ouvir trechos de músicas. Tem até samba-enredo…
É falta na entrada da área. Adivinha quem vai bater… Parecia um torcedor do Flamengo conversando com outro no estádio. Era assim nos tempos de Zico. E foi assim que Jorge Ben Jor começou “Camisa 10 da Gávea”. A música acabou inspirada num lance que virou marca registrada do Galinho. O golaço de bola parada em questão foi num Fla-Flu de 1976. Nessa partida, o Galinho de Quintino marcou, simplesmente, os quatro no clássico. A partida nem valia nada, era amistosa. Disputou-se uma taça chamada Nelson Rodrigues. Foi mais uma celebração do troca-troca de jogadores realizado pelos dois clubes idealizado pelo presidente tricolor Francisco Horta, o grande condutor da Máquina que fazia chover nos anos 1970.
O título do “Jornal dos Sports” na época, “Zicovardia”, procurou dar o tom do show de Zico. Acompanhado por Geraldo, o Assobiador, começou ali a inspirar músicas em sua homenagem feitas tanto por músicos rubro-negros como por torcedores de outros clubes.
É o caso do vascaíno Aldir Blanc, que em parceria com o rubro-negro João Bosco assinou “Gol anulado”, música que conta a história de um torcedor do Vasco que descobre a paixão da esposa pelo Flamengo após um gol do Galinho. Um caso de traição punida até com violência: “Tirei sem pensar o cinto e bati até cansar.”
Tão fanático quanto Jorge Ben Jor, Moraes Moreira traduziu a tristeza da torcida rubro-negra com a despedida do maior ídolo em 1990. Em “Saudades do Galinho”, o baiano fazia a pergunta que todo “geraldino” e “arquibaldo” tinha na cabeça: “E agora como é que eu fico nas tardes de domingo sem Zico no Maracanã?”.
João Nogueira buscou inspiração nos versos do também rubro-negro Wilson Baptista para exaltar o esquadrão que se formava no fim dos anos 70. Os versos originais “O Mais Querido tem Rubens, Dequinha e Pavão” do “Samba Rubro-Negro” gravado em 1955 deram lugar a “Zico, Adílio e Adão” na versão de 1979.
O time que encantou João também virou notas musicais pelas mãos do cantor Bebeto. Em “Flamengão”, o “xará” do ex-atacante vibrava e já dava a coroa ao Galinho: “O toque de bola desse time é um encanto / Só existe gênio nesse meio de campo / (…) Na frente rei Zico, com toque desconcertante / Lançou o Cláudio Adão que colocou no barbante.”
Coroa também exaltada por Alexandre Pires, que com “Zico é o nosso rei” faz uma verdadeira declaração de amor ao ídolo. Na letra, o ex-vocalista do Só Pra Contrariar conversa com seu filho, batizado Arthur em homenagem ao ex-camisa 10, e revela seu sonho: ser Adílio, para poder tabelar com o Galinho.
Em um breve resumo de sua vida em forma de rap, Marcelo D2 lembra em “1967″, o ano em que nasceu, da herança do sangue rubro-negro de seu avô Peixoto e das tardes no Maraca vendo “Zico, Adílio e Júnior fazendo a bola rolar”.
Até mesmo o pessoal do Casseta & Planeta, do saudoso rubro-negro Bussunda, lembrou de Zico ao fazer uma sátira ao samba-enredo. Em “Tô Tristão”, os humoristas contam a vida de um azarado torcedor que foi ao Maracanã sem a esposa, mas o “Zicão saiu de maca” logo aos dois minutos, enquanto o “Ricardão fez gol de placa” na sua casa.
Mas uma escola de samba de verdade também se rendeu ao Galinho. Como falar do Flamengo sem falar de Zico? Impossível. E o maior ídolo rubro-negro fez parte do enredo “Uma vez Flamengo” da Estácio de Sá no carnaval carioca de 1995, ano do centenário da equipe. A letra de David Correa, Adílson Torres, Déo e Caruso cita vários atletas que marcaram seu nome na história do clube da Gávea e destaca a maior conquista da geração de 1981: “Será que você lembra como eu lembro o Mundial que o Zico foi buscar.”
Até mesmo um membro daquela equipe se arriscou como compositor e lembrou do companheiro. Junior, jogador com o maior número de partidas pelo Flamengo, fez “Pagode do Mengão” com Alceu Maia e dividu os ídolos do clube em uma roda de samba. O Capacete se apresenta como o “partideiro”, deixa Rondinelli com o violão, Tita no cavaquinho e Zico “batucando no caneco”. “Nosso time toca bola e também toca bateria”, finalizava o ex-lateral-esquerdo, que chama até Romário para a brincadeira.

De consultor a estátua, Zico reata laços com o Flamengo

Por Espn Brasil - Postado por Abraao Na Rede

Zico voltou. Às vésperas de completar 60 anos, Arthur Antunes Coimbra está de novo de mãos dadas com, talvez, seu grande amor na vida. Em uma relação de quase 46 anos, o Galinho de Quintino e o Flamengo se uniram a ponto de se tornarem praticamente um sinônimo. Hoje, Zico significa Flamengo. Flamengo quer dizer Zico. Na Gávea, o maior ídolo do clube chegou filho, tornou-se pai, avô, jogador profissional e dirigente. Viveu glórias, amargou – poucos, é verdade – fracassos. Em 2010, deixou o clube magoado, acusado de tentar se beneficiar do Flamengo em negociações com jogadores. Logo ele, ícone de uma geração que transformou o clube levando-o ao topo do mundo. Nada foi comprovado e as seis décadas de vida trouxeram o Galo de volta ao seu terreiro. No colo de uma nação.
Embora não tenha um cargo oficial, Zico voltou a ter voz ativa no clube. Convidado a integrar de maneira fixa o conselho gestor de futebol, no entanto, declinou. Prefere não se envolver mais de caráter oficial. Mas, de novo, já se sente mais à vontade na Gávea. Em fevereiro, esteve na sede para gravar vídeos e tirar fotos para a campanha dos 60 anos, com direito a venda de uma blusa comemorativa com verba revertida para a conclusão do Ninho do Urubu. Por vezes, aliás, o ídolo tentou ajudar na montagem do CT. Participou de campanhas de pulseirinhas e tijolinhos. Agora, deve ter sua imagem atrelada ao projeto de sócio-torcedor. Zico e Flamengo, de novo, se misturam.
“A participação dele é pequena, mas volta e meia há uma consulta. Se há um atleta que ouvimos falar, ligamos e consultamos. Cargo, ele não quer. Preferiu assim. Temos projeto dos embaixadores rubro-negros para representar o clube no Brasil e no exterior. Ele, naturalmente, é o grande nome para isso. É o grande ídolo de todos nós”, afirmou o vice-presidente de futebol do Flamengo, Wallim Vasconcellos.
De fora para dentro nasceu o movimento “Zico 60 anos”, proposto por torcedores. A ideia: homenagear o maior ídolo do clube em seu aniversário e estender o tapete vermelho para reverências Brasil a fora. No dia 3 de março, data quase celebrada como um Natal para muitos rubro-negros, Zico completará 60 anos e o movimento sugeriu pintar o país com as cores rubro-negras. Camisas, flâmulas e bandeiras. O ídolo voltou à casa. Já sem mágoas. É consultor da diretoria e terá direito a uma estátua dentro da Gávea, a quarta que receberá na vida, as outras estão no Japão (duas) e no Maracanã. Por meio de redes sociais e no dia a dia, o eterno camisa 10 acompanha o carinho que recebe. Para quem cansou de jogar bonito, dar um bico no passado recente não foi tão dificil com o apoio da massa.
“As coisas que aconteceram ali dentro machucaram muito mais o torcedor. Eu fiquei chateado, mas ele sentiu na pele. O movimento poderia ter sido nos 40 anos, nos 50 anos, mas acho que, por ter tido esse problema, motivou mais o pessoal a fazer esse tipo de homenagem. É uma gratidão por entenderem aquilo tudo que representei”, afirmou Zico ao ESPN.com.br
O ensaio do retorno do quase sessentão ao clube foi dado já na última eleição presidencial do clube. Em oposição à então presidente Patricia Amorim, com quem teve problemas na sua saída como diretor de futebol em 2010, Zico decidiu apoiar a Chapa Azul, de Eduardo Bandeira de Mello. No início, o cabeça do grupo seria Wallim Vasconcellos. Já no lançamento de sua candidatura, em 2012, no Leblon, Marcello Tijolo, idealizador do movimento “Zico 60 anos”, pediu uma estátua para o ídolo. De bate-pronto, Wallim respondeu. Presente ao encontro, Zico lembra da cena.
“Eles estavam falando e alguém levantou e disse: ‘Tem de fazer a estátua dele!’. O Wallim já respondeu: ‘Vai ser a primeira providência!’. Coisas assim vêm sempre do torcedor. É o que eu respeito. Meu respeito maior é sempre pelo torcedor”, disse Zico.
A candidatura de Wallim foi impugnada pelo Conselho de Administração, mas a ideia da estátua, não. O Galinho esteve presente no dia da eleição de Eduardo Bandeira de Mello, na Gávea. Posou para fotos, deu autógrafos e teve participação decisiva no resultado do pleito. Eleição vencida, a primeira tarefa foi convencer Zico a aceitar a estátua. O homenageado temia que a escultura fosse vista com viés político. Aos poucos, com a insistência de amigos e fãs, cedeu. Os departamentos de marketing e comunicação esfregaram as mãos e deramo pontapé inicial. Com colaboradores, foi levantada a soma para construir a estátua. Nada barato.
“Não é como pagar um jantar, isso eu garanto”, afirmou o vice-presidente de marketing do Flamengo, Luis Eduardo Baptista, o Bap.
Mas, ironicamente, foi mesmo num jantar que a estátua e a reaproximação de Zico com o Flamengo tomou ainda mais forma. O projeto foi tocado pelo vice de comunicação, Gustavo Oliveira. Consultado, o Galinho deu sugestões sobre como gostaria que fosse a homenagem. A cada novo passo do processo, ele foi informado, observando as provas de imagem da estátua, em tamanho natural (1,72m), de bronze e com acabamentos com direito a brilho. Entre uma garfada e outra, Zico informou qual era a imagem que mais o agradaria.
“Ele disse que tinha uma comemoração em especial que ele gostava muito. Tinha até sido plano de fundo no CFZ. Ele falou qual era o momento, mandamos a foto para o artista e começamos a desenvolver a estátua a partir dessa foto. Assim que foi feito”, disse Bap.
A foto citada por Zico é de uma partida contra o Botafogo, um empate em 3 a 3. No lance, ele saiu de braços abertos para comemorar o gol. A imagem foi pôster do seu filme, lançado em 2002. A homenagem ficará na entrada da Gávea, logo após a escadaria da entrada principal, entre a loja Fla-Concept e a catracas para entrada dos sócios. De braços abertos, dará boas vindas as rubro-negros. Zico voltou ao Flamengo. Agora, definitivamente, para ficar.

Sem fronteiras: Rafinha grava programa veiculado até na China

Por GloboEsporte.com - Postado por Abraao Na Rede

Produtora inglesa entrevista promessa para programa Espírito do Esporte, que passa em diversos países do mundo. Tradutor conduz perguntas
Aos poucos, o sucesso de Rafinha no Flamengo rompe as fronteiras do Brasil. Na manhã desta quinta-feira, o jovem concedeu entrevista para uma produtora inglesa responsável pelo programa Espírito do Esporte, veiculado em redes televisivas de diversos países, inclusive Cingapura e China. E Rafinha não teve que se virar para responder as perguntas em inglês, já que um dos produtores fala português e conduziu a entrevista.
Um dos tópicos abordados foi a relação com Zico, que teve Rafinha como jogador do CFZ. O Galinho também será entrevistado pela produtora inglesa.
Nesta quarta-feira, o atacante, de 19 anos, assinou com o Flamengo por cinco anos. O novo vínculo vai vigorar de 1º de fevereiro de 2013 a 31 de janeiro de 2018. Com a renovação, o clube estabeleceu uma multa rescisória para clubes do exterior de € 50 milhões (quase R$ 130 milhões). Para equipes brasileiras, o valor é de R$ 23 milhões.
No próximo domingo, o novo xodó da torcida rubro-negra vai disputar a primeira semifinal como profissional do clube. O Flamengo enfrenta o Botafogo em busca da vaga na decisão do primeiro turno. A partida será às 16h (de Brasília), no Engenhão.
Rafinha é o destaque do Rubro-Negro neste início de temporada. Titular absoluto do técnico Dorival Júnior, o jovem tem dois gols na Taça Guanabara e é a principal revelação do campeonato. O contrato anterior terminaria em março de 2014. O Flamengo é dono de 50% dos direitos econômicos. A outra metade é da MFD.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dorival mantém CE10 entre titulares, mas testa Rodolfo na posição

 Por GloboEsporte.com - Postado por Abraao Na Rede

Meia-atacante, que já disse que não tem condições de jogar 90 minutos, começa treinamento na equipe principal
Carlos Eduardo reconhece que não terá condições de participar de toda a partida contra o Botafogo, domingo, pela semifinal da Taça Guanabara, mas começou o treinamento do Flamengo na manhã desta quarta-feira como titular. Em coletivo realizado no Ninho do Urubu, o técnico Dorival Júnior manteve o time que terminou a fase de classificação. Em relação ao jogo contra o Olaria, sábado passado, a única mudança será a volta de Elias no lugar de Renato. O goleiro Felipe, com torcicolo agudo, ficou fora da atividade e é dúvida para o clássico. Se ele não jogar, entra Paulo Victor.
Nas demais posições, a equipe foi formada por Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Ibson e Elias; Rafinha, Hernane e Carlos Eduardo. O treinador interrompeu o treinamento várias vezes para corrigir o posicionamento dos jogadores e pediu atenção especial com a marcação, ocupação de espaços e saída em velocidade nos contra-ataques.
Ainda fora da forma física ideal, Carlos Eduardo se movimentou bem e passou a maior parte do tempo no lado esquerdo. O meia procurou acionar os laterais Léo Moura e João Paulo com passes longos. No intervalo, Dorival tirou o camisa 10 para testar o meia Rodolfo na posição.
Na equipe reserva, Rodolfo, Nixon, Mattheus e Gabriel formaram a linha de frente. O volante Amaral, liberado para resolver um problema particular, não participou.
Flamengo e Botafogo se enfrentam às 16h, no Engenhão. O Rubro-Negro tem a vantagem do empate, já que fez a melhor campanha da primeira fase. O vencedor enfrenta Vasco ou Fluminense, que jogam no sábado.

Carlos Eduardo supera timidez e se declara ao Fla: ‘Seria legal ficar o resto da vida’

 Por GloboEsporte.com - Postado por Abraao Na Rede

Às vésperas da primeira semifinal pelo Rubro-Negro, meia-atacante diz que quer ser protagonista do clube: ‘A tendência é voar’
Ele diz que é paixão. Daquelas arrebatadoras. Carlos Eduardo está no Flamengo há um mês, disputou só dois jogos, mas está enfeitiçado. Enquanto o coração ainda se resolve depois de um tempo num noivado de cinco anos, o meia-atacante se dedica ao Rubro-Negro e está empolgado com o novo clube, com a torcida e com o Rio de Janeiro. Aos 25 anos, enxerga um futuro de sucesso, de retomada de planos e de realizações. Às vésperas da primeira semifinal, o camisa 10 está com o sorriso aberto e empenhado em ser decisivo. Ainda longe da forma ideal, se prepara para enfrentar o Botafogo, domingo, no Engenhão, em jogo que vale vaga na decisão da Taça Guanabara. O otimismo e a confiança tomam conta.
- Estou feliz para caramba. Tenho muito a acrescentar.
CE10 conversou com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM na sede rubro-negra. No primeiro passeio pelo local, se impressionou com o tamanho da Gávea, viu taças conquistadas pelo clube e foi muito bem tratado por torcedores que estavam por lá. Coincidentemente, o jogador voltou ao campo em que fez o último treino dele antes da transferência para o Hoffenheim, da Alemanha, na metade de 2007.
- Dei um trote aqui nesse campo. O Mano (Menezes) me tirou do treino. Foi o último antes da transferência.
Na entrevista, Carlos Eduardo falou sobre tudo que viveu depois daquele treinamento: o bom futebol na Alemanha, o risco de parar de jogar durante a passagem pela Rússia por conta da lesão no joelho direito. Falou também sobre a timidez e da vida discreta que leva fora de campo. Agora, está concentrado nos 17 meses de contrato de empréstimo que ainda tem com o Flamengo. A felicidade no novo clube, segundo ele, é parecida com a que experimentou nos tempos em que morava sob as arquibancadas do estádio Olímpico, na base no Grêmio.

Abaixo, os principais trechos da conversa:
Volta ao Brasil

- Não foi uma decisão difícil porque estava com a intenção de ficar no Brasil, infelizmente o clube (Rubin Kazan) não liberou antes. Tive proposta da Alemanha para voltar, mas preferi o Brasil, seria meu recomeço, aqui está perfeito. É o Flamengo, estrutura, família do lado para me visitar, me deixa mais tranquilo.

Impressões sobre o novo clube

- O clube é legal, é o Flamengo. Para falar de Flamengo temos de falar das coisas boas. A diferença de estrutura em relação aos clubes da Europa choca um pouco, mas o que importa é ter condições de trabalhar. Clube sensacional, torcida maravilhosa, muitos sonham jogar aqui, está sendo legal, o grupo é sensacional, a molecada é dez. Faz um mês que estou aqui, tenho de me adaptar ainda ao grupo e ao futebol. Fiquei seis anos fora, joguei depois da lesão, mas não foram jogos seguidos. Tenho que pegar ritmo. O clube é dez, os jogadores que estão em volta, as pessoas que trabalham no clube me tratam com muito carinho.

Torcida do Flamengo

- Todo mundo sabe. Morava no Brasil e sabia que a torcida era fora do normal. O Flamengo tem torcida em todo lugar. O calor da torcida é muito legal, o carinho, todos me desejando sorte, motiva cada vez mais.

Negociação complicada

- Estávamos em Porto Alegre, no escritório do Jorge Machado, meu empresário. Estava tudo certo com o Flamengo, até então com o Rubin também. A gente anunciou antes a minha vinda, uns dez minutos antes, depois disso veio uma cláusula, mandaram o contrato dizendo que se eu fosse para a Seleção jogar na Copa do Mundo o Flamengo teria de pagar 13 milhões de euros. Como os caras iam cobrar isso se o Flamengo estava dando a vitrine para eu aparecer? Ia melar o negócio. Na hora deu bate cabeça, cinco, dez, 15 minutos, mas a gente conseguiu tirar essa cláusula. Estava tranquilo, com pensanmento positivo que ia dar tudo certo.

Craque do Flamengo?

- Por tudo que aconteceu na minha contratação, as especulações, pesa bastante. Minha passagem na Seleção também. Claro que a cobrança vai ser forte, mas estou tranquilo. Sei lidar com isso, tenho cabeça tranquila, me dou com todo mundo, isso ajuda bastante. Acho que tenho tudo para crescer no momento que voltar ao melhor nível físico. Tenho muito a acrescentar.

Protagonista

- Sonho com isso, imagino isso. Vestir a 10 do Flamengo é chance única, qualquer um quer vestir. Trabalho para ser um dos principais jogadores do Flamengo.

Zico como referência

- É normal, é um ídolo do Flamengo, todo mundo sabe. Não só do Flamengo, é ídolo do meu pai. Todo mundo admira esse grande jogador, fez muito para o futebol brasileiro e pelo Flamengo. Todo jogador que vestir a 10 do Flamengo vai ser mais cobrado. O Zico pode sempre passar uma experiência, conversamos a última vez quando ele treinava o CSKA. Passa confiança, tem respeito com todos, é carinhoso. Isso faz dele maior ainda. Seria muito legal um encontro com ele.

Boa fase do time

- O grupo uniu forças, isso ajuda muito. Não precisa ter craque para chegar (aos títulos). Claro que ajuda, mas um time unido, com bons jogadores, é um bom caminho. Rafinha está muito bem, o Hernane fazendo gol, Elias experiente, jogou fora. O Ibson também. Jogadores estrangeiros como Cáceres, González, que são jogadores de seleções. Léo Moura vivido, conhece o futebol brasileiro. Tem a molecada da base vindo forte. Adryan, Thomás, são bons tecnicamente, precisam evoluir, mas têm talento. Acho que o Flamengo está unindo jovens talentos com experiência. Isso para um time é muito bom, fortalece.

Chance de título

- A gente vai buscar o título, o fato de ter direito a dois empates ajuda bastante. Seria bom para mim também chegar numa reta final e conquistar um título. Tenho muito a evoluir, estou abaixo da forma física, na parte técnica também, mas essa semana vou me preparar, vou estar mais preparado.

Readaptação

- Muda muita coisa. Dentro de campo é a tática, na Europa somos mais cobrados. O calor também estou sentindo bastante no Rio. Senti na minha estreia isso, era um dia abafado, estou voltando da Rússia, um país muito frio. Na Europa é um jogo mais truncado, pegado, mas com o trabalho, paciência do clube, do treinador, creio que logo mais estarei em alto nível.

Momento pessoal

- Graças a Deus a cada semana estou mais feliz no Flamengo. Chegou um momento na Rússia em que eu estava muito triste, longe da família. As pessoas pensam que o jogador só está ganhando dinheiro, que não tem problema, mas o que pesa é o psicológico do atleta. Longe da família, dos amigos, sentia muito isso. Isso me deixou triste. Estou feliz para caramba, perto de tudo, minha família pode me visitar quando quiser. Estou falando a minha língua, sentindo o calor brasileiro, essa cidade. Daqui para frente a tendência é voar.

Tempo no sonho europeu

- Como tenho contrato com o Rubin Kazan até 29 anos, renovei por mais dois anos lá, claro que sonho voltar para a Europa, jogar num grande clube. Mas minha cabeça está aqui, quero me doar ao máximo. Seria muito legal ficar o resto da vida no Flamengo. Clube grande, vai evoluir muito ainda, vai crescer cada vez mais. Com a força da torcida e do clube, vai ser um dos maiores do mundo.

Vida fora de campo

- Curto muito o Rio, já fiquei um mês direto, tenho amigos aqui. A cidade é maravilhosa, dá energia para viver. Sou um cara tranquilo, fico em casa, saio para jantar, ir ao shopping. Vou à praia às vezes, mas sou caseiro. Quando estou nas férias gosto de escutar hip-hop, um sambão, dá uma energia boa. Mas gosto de reunir amigos em casa, não sou de sair. Faço churrasco em casa para curtirmos todos juntos. É uma coisa natural, sou muito na minha, um cara tranquilo, não falo muito. Acho que não sou diferente dos outros, alguns gostam mais de sair, de curtir a vida, isso é normal, eu também gosto, isso faz parte. Mas procuro ficar na minha. Tudo tem momento. Vai ter o de curtir e o dia de ficar sério.

Timidez e assédio

- Agora melhorei, quando subi era muito tímido. Era mais tímido no dia a dia, nas entrevistas, conhecer pessoas famosas, ficava na minha. Lido bem com o assédio, não tem problema. Trato bem todas as pessoas. Agora estou enrolado, tinha uma noiva de cinco anos, tivemos uma discussão, mas estou enrolado por enquanto. A cabeça está no futebol no momento.

Experiências na Europa

- Foi muito rápido. Joguei seis, sete meses no Grêmio, tinha proposta do Benfica, do Porto, e essa do Hoffenheim. O projeto dos caras era fora do normal. O lado financeiro também pesou um pouco. O treinador me queria muito, isso pesou mais ainda. O presidente do Grêmio me ligou umas três vezes, era o Paulo Odone: “tem certeza que você quer ir para a Segunda Divisão da Alemanha?” Quero, respondi. Agregou experiência em tudo, viver sozinho, aprender a língua. No futebol você aprende mais taticamente, a cobrança é bem maior. Sinto um pouco a diferença aqui no Brasil. Lá as coisas são mais sérias, falo do treinamento. Começa o treino forte, aqui começa mais tranquilo. Não é crítica, são só diferenças. Deu tudo certo lá. Infelizmente tive uma lesão grave, prejudicou minha carreira, perdi um pouco, foi um momento triste. Mas quero recomeçar e daqui para frente é um desafio para mim estar no Flamengo, um dos maiores clubes do mundo. Ajuda a motivar para voltar a jogar no mesmo nível.

Zico e Dinamite: rivalidade só no Maracanã

Por O Dia - Postado por Abraao Na Rede

O reinado de Zico no Flamengo foi marcado por duelos memoráveis com Roberto Dinamite. Ídolo maior da história do Vasco, o atacante sempre foi uma sombra na trajetória vitoriosa do Galinho de Quintino. Rivalidade que ficou só dentro do Maracanã. Na véspera dos 60 anos de Zico, Dinamite fez questão de reverenciar seu antigo rival, hoje parceiro.
“Acima de qualquer rivalidade, foi muito bom jogar contra o Zico. Era uma motivação a mais saber que do outro lado havia um jogador que poderia desequilibrar a qualquer momento. Quero parabenizá-lo e desejar paz, saúde e sucesso em sua vida”, disse o presidente do Vasco.
Protagonistas dos principais duelos do futebol carioca nos anos 70 e 80, Zico e Dinamite tiveram curiosamente uma trajetória parecida no início de carreira. Subiram para o profissional no mesmo ano, 1971, eram capitães de seus clubes e goleadores natos. E, cinco anos depois de estrear no profissional, a dupla se encontrou na seleção brasileira.
“Na Seleção, tivemos a oportunidade de jogar em 76 e 77. Foi sempre um prazer jogar com o Zico, pela qualidade que tinha, pelo talento, sua visão de jogo. Foi muito legal. Só lamento não ter jogado com ele a Copa de 82, mas são coisas do futebol”, lamentou Dinamite, que, apesar de fazer parte do grupo da Seleção no Mundial, não disputou nenhuma partida.
Perguntado sobre os jogos mais emocionantes contra Zico, Dinamite elegeu a final do Campeonato Carioca de 1981.
“O Flamengo tinha naquela época o melhor time de sua história. Vencê-los era muito difícil, ainda mais ganhar duas vezes seguidas. Assim também como era muito difícil bater o Vasco três vezes”, relembrou. “Mas conseguimos. Fiz os dois gols do primeiro jogo e, no segundo, marquei aos 43 do segundo tempo, quando a torcida do Flamengo já gritava é campeão. A gente poderia ter chegado lá se não fosse o ladrilheiro que invadiu o campo no terceiro jogo (vitória do Flamengo por 2 a 1)”.
Trinta e dois anos depois, o respeito e a admiração pelo Galinho continuam bem vivos: “Quando a bola rolava, a rivalidade era do primeiro minuto até o fim, mas sempre de uma forma saudável. Havia respeito e ao mesmo tempo admiração. Nunca precisamos criticar um ao outro. Eu quero dizer que esse duelo me honrou muito”.
Mais do que honra, Dinamite coloca o Galinho na galeria dos maiores craques do futebol brasileiro.
“Ele era completo. Inclusive, depois de Pelé, foi o mais completo que já existiu”, disse à “TV Fla”.

Perto dos 60, Zico revela mágoa com Luxa: ‘Jogou por terra uma amizade’

Por GloboEsporte.com - Postado por Abraao Na Rede

Galinho conta que não fala com técnico desde troca de críticas há mais de um ano. ‘Nunca mais falei com ele. Desde a entrevista. E somos compadres’
Perto de completar 60 anos – o aniversário será no domingo, dia 3 de março -, Zico não para de dar entrevistas no CFZ. Ao receber o GLOBOESPORTE.COM na semana passada, revelou suas alegrias e tristezas ao longo da carreira. O ‘Entrevistão’ com o Galinho vai ao ar na próxima sexta-feira. Além da decepção com Patrícia Amorim, Zico revelou mais uma mágoa em relação à gestão anterior: com o velho amigo e atual treinador do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo, de quem é compadre – Zico é padrinho de sua filha mais velha, Valeska.
Tudo começou quando Zico foi perguntado se apoiaria Vanderlei Luxemburgo para a presidência do Flamengo num futuro – um dos sonhos do treinador gremista. O Galinho disse que hoje não o apoiaria e revelou aborrecimento por causa de uma discussão entre os dois pela imprensa em setembro de 2011. Na entrevista o maior camisa 10 do Flamengo contou que chegou a apoiar Patrícia no início do mandato por ser uma ex-atleta do clube. Em seguida, foi questionado se faria o mesmo com Luxemburgo.
- Hoje não.
- Por quê?
- Porque não.
- O fato de ele ter se metido naquele problema seu com a Patrícia, aquilo te aborreceu?
- Aquilo não era problema dele, entrar num assunto nosso. O problema do técnico é cuidar do time, e não se meter no que fulano e beltrano estão falando, estão discutindo…
- A amizade ficou abalada?
- Nunca mais falei com ele. Desde a entrevista dele. E somos compadres. O Vanderlei eu dava carona pra ele, buscava em casa, deixava em casa. Ele jogou por terra uma amizade de, desses sessenta anos, uns quarenta anos.
O aborrecimento de Zico com Vanderlei ocorreu no dia 15 de setembro, coincidentemente na semana do clássico, pelo Campeonato Brasileiro, com o Botafogo, adversário no próximo domingo. O então treinador rubro-negro comentou as declarações de Zico. Em entrevista ao “Extra”, o ídolo havia comentado que, por conta do que viveu como dirigente, não via mais os jogos do Flamengo como torcedor, mas como profissional, e não acompanhava mais todas as partidas. Depois, Junior, outro eterno ídolo, hoje comentarista da TV Globo, disse o mesmo. Na coletiva, Vanderlei disparou:
- Eu sou Flamengo, torço pelo Flamengo, e como profissional nunca deixei de falar isso. Acho que as declarações foram num momento inoportuno, depois de uma derrota (2 a 1 para o Atlético-PR). Eles são meus amigos. Mas o Flamengo é uma instituição, está acima de tudo. O problema deles foi de ordem pessoal. Se o Zico teve problema com a Patricia Amorim, com o Michel Levy (vice de finanças), deveria se referir a eles. Não pode generalizar, esse é o meu pensamento. Tenho certeza de que o Zico, a família dele é rubro-negra. O clube está acima de todos. Nesta semana, precisamos da torcida de todos, ainda mais deles, que são ilustres. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo – declarou Vanderlei Luxemburgo, na época.
Assim que soube das declarações de Vanderlei, Zico declarou:
- É um direito dele achar isso. E ninguém aqui está acima da instituição. Eu gostaria de ver um dia como ele reagiria se sofresse inquérito da instituição Flamengo… Não é problema pessoal com A ou B. É com um dos poderes mais importantes do clube, o Conselho Fiscal. E não existe hora inoportuna para isso. Fui chamado de ladrão por um dos principais poderes do clube. Não tem nada a ver ser ou não ser a melhor hora, a hora certa, se é depois de derrota, perto de clássico. O problema não é com A ou B, que fique bem claro isso. É bom separar as coisas: jogo de futebol, torcida… Acho, sinceramente, que o Vanderlei não está a par da real situação.
Depois disso, os dois compadres não se falaram mais.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Renato Maurício Prado: Projeto milionário

Por Blog Renato Mauricio Prado - Postado por Abraao Na Rede

O Flamengo aderirá, em março, ao Projeto de Sócio Torcedor da Brahma, que no Rio já conta com Vasco, Fluminense e Botafogo. As projeções de arrecadação anual do “Mais Querido” variam entre R$ 140 milhões (as mais conservadoras) e R$ 600 milhões (aquelas que têm como “benchmarking”, o Benfica, que representa a média dos clubes europeus na relação sócio/torcedor).
São números que, somados às verbas de marketing e de venda de direitos de transmissão de TV, podem transformar o clube rubro-negro numa potência mundial. O programa desenvolvido pela equipe de Ricardo Tadeu, vice-presidente da Ambev, responsável pelo Projeto Futebol, permite que os associados, além de descontos em ingressos, tenham abatimentos de 5 a 10% numa grande rede de empresas parceiras, incluindo supermercados e lojas de material esportivo.
Os números projetados para os outros clubes cariocas são mais modestos mas nem por isso menos significativos. O Fluminense tem previsão de faturar no mínimo R$ 21 milhões e no máximo R$ 90 milhões/ano; no Vasco, os cálculos vão de R$ 27 milhões a R$ 113 milhões e no Botafogo de R$ 19 milhões a R$ 80 milhões.
A Ambev investe, anualmente, R$ 100 milhões no futebol e está gastando, agora, R$ 25 milhões para colocar de pé o projeto “Sócio-Torcedor”.

Título estadual vale R$ 1,2 milhão para os jogadores do Flamengo

Por Jornal Extra - Postado por Abraao Na Rede

Melhor time da Taça Guanabara, o Flamengo está a dois empates do título e, mais do que isso, a um passo do prêmio pela conquista, que, segundo o Jogo Extra apurou, é de R$ 1,2 milhão.
Sob a administração do presidente Eduardo Bandeira de Mello, o Rubro-negro aboliu o bicho pela conquista do turno e optou por pagar a premiação caso o time levante o 32° caneco carioca.
No início do ano, o diretor executivo Paulo Pelaipe e o vice Wallim Vasconcelos se reuniram com os líderes do elenco — Felipe, Leo Moura, Ibson, Renato & cia. — para passar a nova diretriz de premiação. Era extinto ali os tradicionais bichos — pagamentos por vitória — e dado partida à era da produtividade.
Caberá a Leo Moura e seus companheiros a divisão da fatia, caso vençam. Normalmente, o percentual obedece à quantidade de partidas em que um jogador atuou.
— O título da Taça Guanabara por si só não vai ter prêmio. Se não ganharmos o campeonato será um investimento sem retorno para o clube — explicou o diretor Paulo Pelaipe.
O incentivo é por faixa no peito. No Brasileirão, uma nova reunião detalhará uma nova premiação, mas a vaga na Libertadores também pode ter recompensa. O título da Copa do Brasil respeita o mesmo raciocínio e será programado em breve.
Na filosofia da nova direção, que tem se esforçado para cumprir os compromissos financeiros, apenas os jogadores recebem prêmio. A comissão técnica fica de fora.
Ainda com pendências de direitos de imagens, os atletas podem lucrar se zelarem pela do clube com um título logo no começo do trabalho da nova diretoria.

Flamengo divulga convite oficial para aniversário de Zico na Gávea

Por GloboEsporte.com - Postado por Abraao Na Rede

Festa será neste sábado, às 10h, com inauguração da estátua do Galinho
Eterno ídolo do Flamengo, Zico completará 60 anos no próximo domingo, dia da semifinal da Taça Guanabara entre Flamengo e Botafogo, no Engenhão. Na véspera da partida, o clube irá festejar o aniversário do Galinho de Quintino na Calçada da Fama na Gávea, na entrada pela portaria da Avenida Borges de Medeiros. No evento, que começará às 10h (de Brasília), será inaugurada a estátua do ex-jogador. Como será realizado na parte externa, o torcedor que não é sócio poderá acompanhar os festejos.