terça-feira, 16 de novembro de 2010

NEM TÃO ‘SUPER’ ASSIM…

Fonte: blogdocampeonatoargentino
Postado por: abraaonarede.blogspot.com


-Boca e River Plate se enfrentam na terça?

-Isso mesmo, o Superclássico será numa terça-feira

-Mas pelo Campeonato Argentino?

-Não, valendo a última posição

O diálogo acima é de um jovem uruguaio, surpreso ao saber que o maior jogo do Campeonato Argentino seria disputado num dia bastante peculiar, e outro uruguaio que já se acostumou a ver Boca e River não mais como gigantes. Tudo bem que a última fala foi um pouco exagerada (no que diz respeito ao Boca Juniors), mas reflete bem a sensação de que o Suplerclássico está perdendo seu status de super.

De 2008 para cá, os dois maiores clubes portenhos têm feito façanhas incríveis. Os Millonarios conseguiram o histórico feito de terminar o Apertura daquele ano na última colocação na tabela e, nesta temporada, brigam contra o rebaixamento. Já os Xeneizes vêm num péssimo ano. Terminaram o último Clausura na pior posição da história do clube (em 16o) e já estão de fora da Libertadores 2011. Aliás, será a segunda Libertadores consecutiva sem nenhum dos dois gigantes argentinos, já que ambos ficaram de fora da edição deste ano e já não têm chance de se classificar para a próxima.

O clássico ser disputado na terça-feira é a grande prova da decadência esportiva de River e Boca, mas, mais ainda, é a grande prova de que os dois ainda são as estrelas maiores do Campeonato Argentino. Ontem, o Vélez empatou com o Estudiantes na liderança do Apertura. Mas só se fala do clássico que não vale nada. Amanhã, a Argentina vai parar para ver o clássico que não vale nada. E até mesmo o treinador dos auriazuis depende de um resultado no clássico que não vale nada. Imaginem, então, se valesse alguma coisa. Jogos como importantes, como os pelas Libertadores de 2000 e 2004, realmente pararam o país.

Na época que Eurico Miranda mandava no futebol vascaíno, o cartola dizia que Flamengo x Vasco era um campeonato à parte, não importasse a situção dos dois clubes na tabela. É mais ou menos o que acontece em terras hermanas. E por incrível que pareça, apesar da péssima campanha na primeira metade do ano, a pior da história boquense, diz-se que a vitória sobre o River Plate salvou a temporada.

Uma vitória salvaria não só a temporada do Boca, mas também a pele do treinador Claudio Borghi. Campeão do último Clausura pelo Argentinos Juniors, o chileno não conseguiu dar um padrão tático ao limitado time xeneize. Prova disso é que o time com Riquelme, que aos campos no último final de semana após ficar seis meses lesionado, foi muito mais pergigoso nos últimos 90 minutos do que nas outras 12 partidas disputadas.

Para tentar se manter no cargo, Borghi promoveu uma série de mudanças. Barrou o atacante Lucas Viatri e colocou Pablo Mouche. Muda um pouco o estilo de jogo, já que Mouche cai mais pelos lados do campo para abastecer Palermo, enquanto Viatri também é jogador de área. Mudou o esquema e, pela primeira vez no comando do time ouro e azul, usará uma linha com quatro defensores. O heroi do último Superclássico, Gary Medel, estará com a seleção chilena e, por isso, será subtituído por Jesús Mendez. O goleiro Luchetti, que falhou na partida contra o Argentinos Juniors, dá lugar a Javier García. Para a alegria do boquenses, a escalação de Riquelme é que não muda. O camisa 10 foi poupado de alguns treinamentos durante a semana, mas está confirmado para o jogo.

Já no River, não existe um técnico para salvar sua pele. Angel Cappa foi demitido semana passada e a equipe será comandada pelo interino Juan José López. E logo de cara, o novo treinador terá um desfalque importantíssimo. Com um edema na coxa, Diego Buonanotte está vetado para o clássico. Com isso, o ‘Burrito’ Ortega entra de titular, mesmo não estando na melhor de suas condições físicas. Mas JJ López pode comemorar o retorno de Matías Almeyda, o coração do meio de campo milionário. O zagueiro Adalberto Román volta de suspensão e entra na lateral esquerda, barrando Carlos Arano. Apesar das duras críticas, o sistema 4-2-3-1 usado por Cappa contra o All Boys será mantido.

RIVER: Carrizo; Ferrari, Maidana, Ferrero e Román; Almeyda e Acevedo; Pereyra, Ortega e Lamela; Pavone

BOCA: García; Cellay, Insaurralde, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Battaglia, Méndez e Giménez; Riquelme; Mouche e Palermo

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