Cribari destaca também a força de velhos ídolos como Careca e elogia o goleador uruguaio Cavani na equipe que briga pelo título italiano

Torcida do Napoli dando show no San Paolo (AFP)
Há pouco mais de 20 anos, a torcida do Napoli vivia um caso de amor com a sua equipe. Sob o comando de Maradona, Careca, Alemão & cia, os Azuis do Sul da Itália encantavam o país e o mundo com belas exibições e títulos. Mas, após o fim dessa geração em meados da década de 90, o clube entrou em tamanha decadência que, em 2004, chegou a declarar falência e deixar de existir. Reerguido graças aos esforços do produtor de cinema Aurelio de Laurentiis e com o nome de Napoli Soccer, o clube disputou a Terceirona na temporada 2004/2005 e, daí em diante, galgou seu retorno à elite em 2007.
Hoje, após esse período de trevas, o Napoli volta a chamar a atenção na Velha Bota, brigando pelo Scudetto com Milan e Internazionale e arrebatando os corações dos fãs novamente - com direito a apresentadora de TV prometer striptease no caso de título.
Apesar de não contar com um craque da proporção de Maradona ou um grande nome brasileiro como Careca, o atual elenco tem lá suas semelhanças com a equipe campeã nacional em 87 e 90. Argentino como ‘El Pibe’, Lavezzi é o principal articulador de jogadas, enquanto o uruguaio Cavani é o goleador. Brasileiros? Apenas um, o zagueiro Emílson Cribari.

Cribari: alegria com boa fase do Napoli (Getty Images)
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o defensor, contratado junto ao Lazio no ano passado, reconhece que todos fazem comparações com os lendários campeões. Mas isso, segundo ele, não atrapalha.
- É inevitável. Sempre falam mesmo. Mas olha, nunca estive em um grupo tão convicto e tranquilo em relação a pressão externa que é aqui é enorme, tanto para o bem quanto para o mal. Torcida está acreditando muito e apoiando, a imprensa por aqui também. Tentamos não falar muito em vencer o campeonato, mas está difícil esconder - disse Cribari, para em seguida deixar claro que o striptease da jornalista será uma motivação sim, mas não para o grupo...
- Animou principalmente a torcida. No vestiário estamos concentrados em ganhar apenas os jogos (risos).

Cavani, artilheiro do Italiano ao lado de Di Natale com 25 gols, comemora com a torcida (Foto: AFP)
Secadora napolitana
Com 62 pontos, três atrás do líder Milan a sete rodadas do término do Campeonato Italiano, o Napoli visita o Bologna neste domingo. Segundo Cribari, ainda não é hora de fazer contas ou tampouco pensar somente em secar os rivais (além dos rossoneri, o Inter, com 60, também está na briga).
- Temos que fazer nossa parte e deixar a matemática para o dia 23 de maio (data da última rodada). Vamos ter jogos duros contra Udinese e Inter aqui no San Paolo e, com certeza, uma partida dificílima contra o Juventus (fora de casa) na última rodada. Mas dependemos de nós... - observou Cribari que, após ser alertado da necessidade de um tropeço do Milan, concordou que a “secadora” napolitana deve estar funcionando bem.
Além dos fãs na cidade, Cribari também revelou o apoio de antigos ídolos, entre eles, Careca.

Cribari, Cavani e mãe do brasileiro, dona Edna:
- Vejo o apoio de muitos deles em entrevistas. Mas no último domingo, o Careca estava no estádio (triunfo de virada por 4 a 3 sobre o Lazio) e veio no vestiário nos desejar boa sorte nessa caminhada. Fiz questão de presenteá-lo com minha camisa - contou.
Máfia e Cavani
Perguntado quem é o grande nome da campanha do Napoli, Cribari não titubeou:
- Cavani, sem dúvida alguma. E não só do Napoli, como de todo o torneio. É o que mais se destacou no campeonato - salientou.
Por outro lado, questionado sobre a influência da Camorra, a temida máfia napolitana que, no passado, tinha forte influência no clube - premiações aos atletas, inclusive -, Cribari preferiu o silêncio.
- Melhor deixar isso quieto...

Cribari e Cavani ao lado de sua respectivas esposas durante momento de descontração (Foto: Arquivo Pessoal)
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